26/05/2011
dragon slay
19/05/2011
s.pin.e
salga
25/04/2011
caLçada
19/04/2011
Retratos de Mulheres
"Fotografias de mulheres por três artistas distintos: Jorge Martins, Man Ray e Julião Sarmento. Até 30 de Abril na Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva, em Lisboa. |
"The Fifty Faces of Juliet" é a série de retratos apresentada do norte-americano Man Ray (1890-1976), que foca a mulher do artista, Juliet Browner, fotografada entre 1941 e 1955. Já Jorge Martins nunca pensou em mostrar fotografia, actividade que tem paralelamente à pintura. Nesta exposição revela " Eros cromático", um conjunto de 20 registos de modelo feminino, feitos em Paris, entre 1964 e 1073. Algumas das fotografias apresentadas foram realizadas no ateliê parisiense de Vieira da Silva. Por fim, Julião Sarmento exibe 62 fotografias de 31 mulheres, realizadas ao longo de 42 anos. Um núcleo de imagens, sua maioria inéditas e realizadas entre os finais dos anos 60 e os dias de hoje, escolhidas pelo artista e pelo comissário Sérgio Mah. S.Po. (PÚBLICO)" |
exposição na fundação arpaz szenes - vieira da silva
vista domingo. ao sol. no jardim das amoreiras.
18/04/2011
ecoar
13/04/2011
rigoletto
06/04/2011
laranjeira
09/03/2011
k
24/02/2011
No.TH.ere
importance
15/01/2011
cao.s
12/01/2011
09/01/2011
água
14/12/2010
08/12/2010
empty box - morphine
musgo
06/12/2010
29/11/2010
nEoMe
23/11/2010
chuva ardida
19/11/2010
cc II
cc
04/11/2010
Compreendo o porquê exacto que te leva a não chegares aqui.
[Tão louca razão que sabe não querer saber quando sabe.]
Vejo que o deserto não pode ser um lugar para quem só sabe amar o mar.
[Que há saudade do mar somente no deserto, finge:]
Percebeste, pouco depois de tocares esta areia, que o lugar de ti não podia acontecer aqui.
[e foi assim um feito des-feito]
Não podia ser agora.
[com desfecho:]
Sei porque é que não me tocas quando me suspendo no teu respirar.
[a distância encarnada, uma ligeira travessura:]
Sei porque não me olhas quando rasgo os pulsos e escorro o sangue como se fosse chuva.
[de seres impossível várias vezes, repetida e tragicamente, acontecida gota a gota.]
Reconheço que não saibas os passos que danço quando estás de costas para o lugar onde eu ainda consigo existir.
[Respira. Sente. Respira. Pensa. Respira… e mais um pouco, a pouco.]
Sei bem porque é que eu sou ainda um deserto.
[Acordo e sei que por detrás da janela – lá fora – há, inevitavelmente, gente.]
Sei bem que tu vais ser sempre o mar. Longe.
[E que ser gente é, paradoxalmente, evitável.]
03/11/2010
31/10/2010
18/10/2010
apneia
17/10/2010
lonjura
07/10/2010
Prelúdio
Parar entre dois mundos: tudo é feito do ser da aparência, a aparência de ser. É vazio atrás de vazio, mentira atrás de mentira, jogo atrás de jogo, manipulação atrás de manipulação, disfarce atrás de disfarce, logro de logro, adulação de adulação, aniquilação de aniquilação, inverdade de inverdade – é uma vazante mal cheirosa e viçosa de nada. Tiramos prazer de nada, sorrimos face a nada, abraçamos nada, adormecemos com nada, acordamos para nada, vivemos de nada. Esta pauperricidade que nos invadiu e percorre o nosso ser em vez de sangue, que usa o pulsar cordial na pujança da vitalidade é a nudez e é feia, para além de crua e de desproporcionada, é asco feito nojo. Nojentos que a morte não dignifica e a vida perpetua.
Onde está a lucerna que tantos e tão antigos proclamaram acerca da humanidade? Que é feito dessa faísca que chispa da fogueira anímica e sustém o universo, no cantar de Orfeu? A conversão euridiciana será sempre a nossa fatalidade e a esperança somente repousa em Cronos, que nos devora, inimbuchável, da nossa miséria feia e de asco.
ra.va.ge.
04/10/2010
"9 Crimes"
Leave me out with the waste
This is not what I do
It's the wrong kind of place
To be thinking of you
It's the wrong time
For somebody new
It's a small crime
And I've got no excuse
Is that alright?
Give my gun away when it's loaded
Is that alright?
If u don't shoot it how am I supposed to hold it
Is that alright?
Give my gun away when it's loaded
Is that alright
With you?
Leave me out with the waste
This is not what I do
It's the wrong kind of place
To be cheating on you
It's the wrong time
She's pulling me through
It's a small crime
And I've got no excuse
Is that alright?
I give my gun away when it's loaded
Is that alright?
If you dont shoot it, how am I supposed to hold it
Is that alright?
I give my gun away when it's loaded
Is that alright
Is that alright with you?
Is that alright?
Is that alright?
Is that alright with you?
Is that alright?
Is that alright?
Is that alright with you?
No...
03/10/2010
27/09/2010
a aspereza dos dias
sós.
nas mãos
o desencontro dos escombros
ternos.
nos olhos
a desventura esperançada despedaçada do sorriso
aventurado.
na chuva
a melodia do mais brando e cruel
silêncio.
no andar
a tentativa de fuga do esgar do fogo
vazio.
no mar
a possibilidade segura de não mais
respirar.
na porta
20/09/2010
10/09/2010
devolutus
06/09/2010
pra.ia
estilhaço
Está aqui uma parede
de betão,
não,
de ferro,
não,
de aço,
não,
de fogo,
não,
de lama,
entre as minhas palavras e a tua capacidade de escuta.
Estou cansado.
Quero que saibas que estou cansado e que esta noite vou desistir sem tu saberes que eu desisti.
Estou tão exausto que não sinto os pés, não preencho a pele, não reconheço os restos dos meus restos.
Esta é a noite em que eu desisto de continuar a tentar. Não sei mais. Ninguém me estende as mãos à terra e me faz compreender. Ninguém transpõe o muro que
talvez,
de certa forma,
não seja o teu,
mas
o meu,
e o meu seja,
de certa forma,
idealmente,
muito maior que o teu.
Estou cansado.
Tenho lágrimas feitas de sal a escorrer-me nas chagas que me são os olhos.
Não quero ouvir mais nada hoje.
Não quero ver mais nada esta noite.
Sabes,
quero que saibas que desisti de tudo
mas não o vais saber.
Não,
não queres saber.
Não,
não vais saber do muro,
não vais escutar nada,
enquanto eu partir,
enquanto eu me desfizer
em lama,
não,
em fogo,
não,
em aço,
não,
em ferro,
não,
em betão,
não,
em chuva.
Enquanto eu não me desfizer em chuva.
05/09/2010
Perscrutamos cada parte do caminho, devastamos o corpo e a alma na demanda de uma qualquer razão,
de um sentido consentido,
de um porto para atracar.
Mas é no momento exacto em que nos reconhecemos,
ainda que sem espelho,
ainda que sem imagem,
e nos sabemos,
que quedamos como aves padecidas em pleno voo
e quedamos
e quedamos
e quedamos
sem nada a amortecer a queda,
até embatermos na terra fria.
27/08/2010
22/08/2010
19/08/2010
15/08/2010
Não quero sequer que me fales ou que olhes para mim. Que tentes. Que procures.
Deixa.
Deixa-me.
Já me abandonaste há tanto tempo que é absurdo ainda estares aqui.
Não me procures nos restos de comida nem de pó.
Já não estou neste lugar há tanto tempo que já nem me lembro bem a que cheiras.
Sabes que no infinito as linhas paralelas não se tocam. Sabes que no infinito não há mais do que buracos negros e nós chegamos a ver o fim disso que não tem fim sem precisar lá chegarmos.
Se pudesse já estava com o resto do corpo largado na terra húmida.
Se pudesse já não estava aqui e já não respirava.
E se pudesse ser de outra forma já nem te lembrarias meu nome eu já não teria nada por que esperar.
13/08/2010
09/08/2010
Se não te conhecesse tão bem acharia que me respondias que se pode partir de tantas maneiras como se pode ficar. Logo de seguida, com o teu sorriso traçado de ironia, dirias que se pode partir de tantas formas como se pode amar.
E como se pode amar, perguntaria eu com um ar de criança assustada.
Ah, pois bem. Olharias para mim como se o mundo fosse terminar naquele exacto segundo e esperarias que o sino da igreja desse conta das horas para me sorrires. Fecharias os olhos como quem não precisa de conhecer a luminosidade do dia para se ter sabido sempre nela, e dirias que se pode amar de tantas maneiras como se pode partir porque se pode partir de tantas maneiras como se pode amar e que se ama incondicionalmente quando se aprende a deixar partir.
E como se sabe que se ama?
Quando ficar deixa de ser possivel e a iminência da partida se torna tão dificilmente tolerável e tão inevitavelmente necessária.
